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    <title>Nós, mulheres</title>
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    <description>Nós, mulheres</description>
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      <title>Mudança de endereçoQueridos leitores, mudei de endereço. Agora estou no http://colunas.marieclaire.g...</title>
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      <pubDate>Wed, 17 Dec 2008 16:26:06 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;Mudança de endereço&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Queridos leitores, mudei de endereço. &lt;br/&gt;Agora estou no &lt;a href=&quot;http://colunas.marieclaire.globo.com/nosmulheres/&quot; target=&quot;BLANK&quot;&gt;http://colunas.marieclaire.globo.com/nosmulheres/&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijos!</description>
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      <title>LIVRO DE CABECEIRA Estou apaixonada pelo livro que acabei de ler. Sabe aquele livro que você fecha m...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 16 Dec 2008 15:45:35 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;LIVRO DE CABECEIRA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_cristiana.jpg&apos; /align=right&gt;Estou apaixonada pelo livro que acabei de ler. Sabe aquele livro que você fecha mas ele não termina? Aquela história que você acompanha até o fim e aí vê que ela continua dentro de você? Fui até a cozinha tomar um café, mas as palavras que eu tinha lido foram junto. Olhei pela janela pra ver o mundo lá fora e continuei enxergando os personagens, ouvindo suas vozes, rindo e chorando com eles.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O livro (que acaba de ser lançado e vai morar uns tempos na cabeceira da minha cama) é “Para Francisco,” (Editora Saraiva) e a autora é a publicitária mineira Cristiana Guerra. Cristiana perdeu seu companheiro dois meses antes do filho dos dois nascer e, pra tentar mostrar pro filho quem era o pai que ele não chegou a conhecer, ela criou o blog parafrancisco.blogspot.com. No blog (e agora no livro) ela conversa com o filho sobre a história de amor que viveu (vive) com o pai dele, a dor sem tamanho da perda e a alegria, também sem tamanho, de ser mãe de Francisco. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É um depoimento de uma beleza e de uma honestidade que emocionam. Unindo os fios do luto e da vida que é obrigada a recomeçar com a chegada de Francisco, Cristiana vai tecendo uma espécie de tapete pro filho pisar. São cartas de uma mãe que dá e pede colo. Uma mãe que nutre e é nutrida pelo filho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Órfã de pai e mãe, ela aprendeu cedo a transformar o vazio da perda em um espaço pleno de sentido. E se recusa a pôr ponto final onde existe promessa de continuidade e de vida. O título do livro tem uma vírgula. A história de Cristiana tem muitas. A de Francisco apenas começa a ser escrita. “O passado é um lugar bonito para visitar de vez em quando. Não para morar”, ela explica pro filho. Essa decisão de olhar pra frente mesmo atravessando a neblina do luto e a perplexidade da perda faz da conversa com Francisco um exercício de esperança. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Leia o livro, visite o blog, aprenda com essa mulher corajosa a inventar diálogos quando o mais fácil seria apostar no silêncio. Um dia Francisco vai agradecer pela escolha que sua mãe fez. </description>
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      <title> TODA MULHER PRECISA DE...... um homem que chore por ela (ou com ela) pelo menos uma vez na vida.......</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 15 Dec 2008 11:17:38 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt; TODA MULHER PRECISA DE...&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_lista.jpg&apos; /align=right&gt;... um homem que chore por ela (ou com ela) pelo menos uma vez na vida.&lt;br/&gt;... um biquíni que fique perfeito nela aos 30 ou aos 40.&lt;br/&gt;... um esmalte que dure mais.&lt;br/&gt;... uma menopausa que dure menos.&lt;br/&gt;... ganhar flores no aniversário.&lt;br/&gt;... ganhar flores fora do aniversário.&lt;br/&gt;... ganhar flores sempre.&lt;br/&gt;... ouvir de um homem que ele não vive sem ela.&lt;br/&gt;... ouvir de vários homens que ela é gostosa.&lt;br/&gt;... ouvir de alguns homens que ela é inteligente.&lt;br/&gt;... ter um trabalho que a apaixone.&lt;br/&gt;... ganhar um salário à altura de seu esforço.&lt;br/&gt;... ter chefes que não confundam chefia com falta de gentileza.&lt;br/&gt;... ter colegas bem-humorados e éticos.&lt;br/&gt;... emagrecer dois quilos sem ter feito nada pra isso.&lt;br/&gt;... descobrir um tratamento anti-celulite barato e que funcione.&lt;br/&gt;... poder comer chocolate sem culpa.&lt;br/&gt;... poder comer qualquer coisa sem culpa. &lt;br/&gt;... passar um ano sem falar a palavra “dieta”.&lt;br/&gt;... saber que nem toda mulher tem orgasmo múltiplo.&lt;br/&gt;... se perdoar quando não tiver orgasmo - múltiplo ou “simples”.&lt;br/&gt;... esquecer que existe (existe?) uma coisa chamada ponto G.&lt;br/&gt;... sentir prazer quando menos espera.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E se, além de tudo que foi citado, for possível: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... passar uma noite com o Richard Gere&lt;br/&gt;... passar algumas noites com o Clive Owen&lt;br/&gt;... e/ou passar dois meses com o Hugh Jackman...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;...a gente prontamente aceita e agradece!</description>
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      <title>PAPAI NOEL ÀS AVESSASMinha culpa, minha máxima culpa. Quando propus que fizéssemos juntas uma lista ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 13 Dec 2008 00:00:00 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;PAPAI NOEL ÀS AVESSAS&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_papainoel.jpg&apos; /align=right&gt;Minha culpa, minha máxima culpa. Quando propus que fizéssemos juntas uma lista do que gostaríamos de ganhar neste Natal, uma de vocês mandou uma sugestão que eu adorei: disse que não gostaria de ganhar nada - o que queria mesmo era perder cinco quilos. Gostei tanto que deixei pra encerrar a coluna da Marie Claire com ela, mas na hora de redigir o texto acabei me confundindo e a sugestão ficou de fora. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por isso, vou propor agora que a gente faça uma lista inspirada nela. O que você gostaria de perder neste Natal, amiga? O que amaria descartar ou deixar pra trás? Do que gostaria de se ver livre? Minha lista teria no mínimo os seguintes itens:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- Impaciência (a minha é infinita)&lt;br/&gt;- Desorganização (perco documentos, contas, certidões, já “guardei”o lixo no armário de produtos de limpeza e só compro os produtos de limpeza que não preciso)&lt;br/&gt;- Preguiça de fazer ginástica (a energia que gasto inventando desculpas pra não malhar é que acaba queimando minhas calorias)&lt;br/&gt;- Fome incontrolável depois das 6 da tarde (basta o sol se esconder que eu começo a saquear a cozinha)&lt;br/&gt;- Enjôo de viagem (como será a vida sem Dramin?)&lt;br/&gt;- Ciúme (tem atraso de vida maior?)&lt;br/&gt;- Implicância com quem fala alto no celular em lugares públicos (como implicar com 98% da população?)&lt;br/&gt;- Intolerância a barulho de um modo geral (que sentido tem, num mundo onde o silêncio deixou de existir?)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enfim, amigas, é só uma amostra do que eu gostaria de perder neste Natal. E vocês, gostariam que o Papai Noel levasse o quê pra Lapônia, com a promessa de deixar lá para sempre?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aguardo as respostas.&lt;br/&gt;Beijos!</description>
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      <title>SIMPLES ASSIMJá escolhi meu substantivo pra 2009: simplicidade. Cada vez me atrai mais a idéia de de...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 11:22:23 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;SIMPLES ASSIM&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_simples.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Já escolhi meu substantivo pra 2009: simplicidade. Cada vez me atrai mais a idéia de descomplicar, reduzir, querer menos, deixar por menos e viver com mais qualidade. E foi justamente sobre esse tema que eu conversei outro dia com o filósofo Mario Sergio Cortella, que eu digo, sem corar, que é meu ídolo. Participamos de um mesmo evento e, no intervalo das palestras, aproveitei pra aprender com Cortella – qualquer conversa com ele nos faz pensar. Abordei a questão da simplicidade e o filósofo disse o seguinte: “Simplicidade é a gente impedir o transtorno inútil, a palavra além da conta, o gesto exagerado”.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt; Cortella lembra que estamos vivendo um momento de excessos e levando o que ele chama de uma vida rococó. Tantos adornos, tantos adereços, tantas complicações, tanto consumo... O básico nunca esteve tão distante – até aquele pretinho no armário anda esquecido. Trabalhamos muito, gastamos muito, queremos muito, nos preocupamos com muitas coisas. E aí vêm os transtornos inúteis que ele cita, o desperdício de palavras, o excesso nos gestos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acho que “limpar” a vida desses excessos é um dos desafios mais estimulantes que podemos nos propor. Aprender a ter menos, se estressar menos, querer impressionar menos, redescobrir o prazer que vem das coisas menores (que geralmente são as essenciais), se cobrar menos e experimentar a sensação de leveza que só a simplicidade nos dá.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Que tal a gente tentar essa despoluição da vida em 2009? Ou talvez já começar hoje, a título de ensaio? </description>
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      <title>AINDA OS PRESENTESDando seqüência à lista de presentes que costumam nos deixar desconcertadas, para ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 8 Dec 2008 12:01:04 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;AINDA OS PRESENTES&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_presenteh01.jpg&apos; /align=right&gt;Dando seqüência à lista de presentes que costumam nos deixar desconcertadas, para dizer o mínimo, estou postando hoje uma relação de depoimentos masculinos sobre mimos, que a repórter Vanessa Lima, da Marie Claire Online, colheu e gentilmente cedeu para o nosso blog. Eles contaram quais foram os melhores e os piores presentes que já ganharam de uma namorada ou esposa. Vejam só que lista... Aliás, não só vejam, mas mirem-se no exemplo e pensem duas vezes antes de presentear com o que está aqui:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&quot;Não existe pior presente, principalmente quando é dado pela pessoa com a qual estamos envolvidos. Faço coleção de relógios e, por isso, um dos presentes inesquecíveis que ganhei de uma namorada foi um relógio Momo Design&quot;.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Marcos Pasquim&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Melhor presente: um carrinho ‘bem louco’ de controle remoto. Pior: um pote que, quando abria, saltava um palhacinho, onde se lia: ‘amo você’”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Willian Lisboa&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; “Pior presente, não teve. Acho que por vir de uma pessoa amada, com a intenção que vem, qualquer presente se redime. O melhor foi uma estatueta série limitada, numerada e feita por um artista da Disney, do Buzz Lightyear (personagem do Toy Story), que ganhei da Dani quando fomos à Disney. Está num lugar de destaque na nossa sala e todo dia admiro um pouco porque é muito linda&quot; &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Christiano Cochrane&lt;/i&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;“No meu caso, o melhor presente foi uma camiseta do Francesco Totti, capitão do time italiano de futebol, Roma. Já o pior, foi um cd do ‘Metallica’”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Luiz Fernando Deolindo&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_presenteh02.jpg&apos; /align=right&gt;“O melhor foi um jantar feito por ela e o pior foi uma carta de amor, no aniversário de namoro. O relacionamento já não estava bem e ela não conseguiu disfarçar”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Ivan Mendes&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; “O melhor presente foi quando passamos o dia em um hotel, jantamos em um lugar bacana e ficamos juntos. Não me lembro de um presente péssimo agora, mas quando ela me dá roupas apertadas é bem chato”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Danilo Oliveira&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; “O melhor foi um barbeador elétrico, pois eu vivia me cortando com a lâmina comum. O pior presente foi uma gravata em que eu fiz questão de deixar cair molho de macarrão”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Evandro Lima&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_presenteh03.jpg&apos; /align=right&gt;“No aniversario de 14 anos, minha ex-namorada me fez perder a virgindade. Esse foi, com certeza, o melhor. O pior foi quando ganhei 50 bombons “Sonho de Valsa”, dentro de uma caixa de papelão com um papel celofane pra tentar ‘tapear’.” &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Alexandre Neves&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; “O melhor foi quando minha namorada pagou uma noite em um motel bacana. O pior foi um livro de auto-ajuda”.&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Rafael Passarelli&lt;/i&gt;</description>
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      <title>A (DIFÍCIL) ARTE DE PRESENTEARHora de fazer uma das coisas mais complicadas que existem: comprar pre...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 5 Dec 2008 16:47:50 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;A (DIFÍCIL) ARTE DE PRESENTEAR&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_presente01.jpg&apos; /align=right&gt;Hora de fazer uma das coisas mais complicadas que existem: comprar presentes de Natal. Ontem, depois de uma pequena maratona em busca do(s) presente(s) perdido(s),&lt;br/&gt;me lembrei de uma matéria interessante que saiu na revista Criativa de novembro, sobre presentes dados por namorados, maridos, ex ou paqueras que conseguiram desagradar profundamente a pessoa presenteada. Tem uns ótimos. Uma leitora que mora nos Estados Unidos conta que deu um relógio caríssimo pro namorado e recebeu dele duas camisetas brancas, das mais básicas que existem, com um detalhe: ele disse na hora da entrega que se lembrou da amada quando viu as camisetas. Outra leitora espalhou pra todo mundo que iria parar de fumar no dia de Natal e ganhou do companheiro... um isqueiro! Outro parceiro criativo deu pra namorada um chaveiro com a letra K de todo tamanho – só que o nome dela não começa com K. Responder o quê quando você recebe um presente assim?...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todas nós sabemos que o importante é o gesto – você já deve ter lido e ouvido essa frase umas 58 vezes... Só que, quando o presente não tem nada a ver com quem ganha, acaba comprometendo um pouco o gesto, como se a tradução fosse: “Eu tinha que te dar um presente e comprei a primeira coisa que apareceu, porque não me importo o suficiente com você”. Sabemos que nem sempre é o que acontece. Às vezes a pessoa compra algo que acha que se parece com a gente, ou seja, ela teve o cuidado de escolher um presente que achava que iria nos agradar. O problema aí não é o descaso, que não houve – é o erro de avaliação. A pessoa não nos percebe como somos (e convenhamos: ninguém tem essa obrigação).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_presente02.jpg&apos; /align=right&gt;O fato é que todos nós estamos sujeitos a esse erro e por isso mesmo acertar na compra de um presente é quase uma loteria. Eu já ganhei um dicionário de francês de Natal no começo de um namoro. Não muito romântico, né? Um amigo gay ganhou dois anos seguidos um vasinho de violetas – dois companheiros consecutivos acharam que era um bom presente. Não que ele não goste de ganhar flores, mas “violetas de supermercado” no Natal, como ele diz, dadas por alguém por quem você está apaixonado, costumam ficar aquém das expectativas. “É quase como ganhar um pacote de macarrão”, brinca meu amigo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas no fim tudo é festa. O presente que não dá certo na hora sempre rende boas histórias depois. O importante é ter senso de humor pra processar isqueiros, chaveiros com a inicial errada e violetas em série na noite de Natal. E ter muito, muito cuidado na hora de escolher o que vamos dar. Uma amiga da minha mãe ganhou um talco de presente de um aluno e, sem se lembrar de quem tinha ganhado, “reciclou” o presente: deu pra mãe dele no aniversário dela. O menino viu quando a mãe desembrulhou e, na frente de todo mundo, começou a gritar que era o mesmo talco que ele tinha dado pra professora. Ela quis morrer de tanta vergonha e se, antes do acontecimento já detestava talco (por isso o presente estava encostado), depois do ocorrido nunca mais pôde ver nem a palavra. E o pior é que o aluno ficou emburrado com ela até o final do ano letivo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por tudo isso, amiga, boa sorte nas suas compras de final de ano. Não gaste além da conta, não compre pra outra pessoa o que você gostaria de ganhar (vocês podem não ter o mesmo gosto), cuidado na hora de escolher qualquer coisa com iniciais, evite a prateleira de violetas no supermercado e, acima de tudo, pense três vezes antes de reciclar um presente. </description>
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      <title>ENLOUQUECEMOS DE VEZ?A modelo gaúcha que venceu o concurso de bumbum mais bonito na França deu uma d...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 4 Dec 2008 11:13:43 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;ENLOUQUECEMOS DE VEZ?&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_chocolate.jpg&apos; /align=right&gt;A modelo gaúcha que venceu o concurso de bumbum mais bonito na França deu uma declaração surpreendente. Disse, primeiro, que faz bastante ginástica e não come frituras nem doces. Até aí, nada de mais. É a receita de dez entre dez modelos. O surpreendente foi o que ela revelou em seguida: que, quando quer muito comer doces, cheira chocolate pra matar a vontade. Cheira chocolate??!! Eu achei que tinha lido errado, mas não – é isso mesmo. Melanie Fronckowiak pega trufas, tabletes e bombons maravilhosos (imagino) e... cheira, apenas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Gente, gente! Foi pra isso que nós, mulheres, nos “libertamos”? É isso que vem depois de uma revolução feminista? De um lado, as bocas-de-pato, mulheres que se deformam na tentativa de se parecer com um ideal de beleza que tem como um de seus símbolos Angelina Jolie. Do outro, mulheres que não comem, pra poder usar manequim 38 a vida inteira ou ganhar concursos por aí. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comer um chocolate é das coisas mais prazerosas da vida. Saborear uma trufa bem macia ou morder um tablete bem grande de Toblerone são experiências que acrescentam muito à vida... Agora imagine você pegar uma barra de chocolate, cheirar por uns 20 segundos, guardar e se sentar pra comer uma salada de alface, acompanhada por um copo de água mineral sem gás...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ai, que saudade daqueles tempos em que nós, mulheres, fazíamos tachos de doces e depois comíamos sem o menor limite. Ir pro fogão e ficar uma hora mexendo o leite no tacho é só pra quem tem vocação, concordo. Melhor pular essa parte. Mas poder comer o que nos dá prazer é o mínimo. Imagine uma mulher da década de 50, uma daquelas cheinhas e felizes, que “entravam” nos doces e nos chocolates sem qualquer culpa, ficar sabendo então que dali a alguns anos existiriam mulheres que, pra manter a forma, comeriam só saladas e sopas e teriam chocolate em casa só pra cheirar na hora das crises de abstinência. Ela provavelmente não acreditaria.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pois é. É o que eu sempre digo. Antigamente, a gente não podia ter apetite sexual. Hoje, não podemos ter apetite – ponto final. Saímos de Bangu 1 e fomos pra Bangu 2. E depois dizemos que somos livres!...  </description>
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      <title>BOCA DE PATOA pergunta que não quer calar: por que é que tantas mulheres estão deformando suas bocas...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 3 Dec 2008 11:06:17 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;BOCA DE PATO&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_espelho.jpg&apos; /align=right&gt;A pergunta que não quer calar: por que é que tantas mulheres estão deformando suas bocas? E o verbo não pode ser outro: é deformar mesmo. São bicos assustadores, que transformam o rosto de qualquer mulher numa máscara grotesca. Lábios construídos, preenchidos, completamente artificiais, que parecem ter sido picados por um enxame de marimbondos furiosos. E as mulheres pagam pra ficar com esses lábios! Pagam muito e, o que é mais inacreditável, parecem estar felizes com eles.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que será que leva uma mulher a se afastar tanto dela mesma? Por que tantas de nós estão entregando seus rostos a “profissionais da beleza” que, loucos pra ganhar dinheiro, constroem mulheres quase sinistras, caricaturas delas mesmas? Por que comprar bocas que lembram bicos de pato e chamam a atenção onde chegam – pela aparência esdrúxula, e não pela beleza? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cada vez que veja uma mulher assim, na rua ou na TV (sim, porque muitas celebridades aderiram à “boca de pato”), fico tentando imaginar sua história, pensando nos motivos que podem tê-la levado a se deformar achando que ficaria mais bela. Será que foi um amor que acabou? Uma separação? Uma traição? Um recomeço? Ou é apenas a não-aceitação da passagem do tempo?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como seria bom se, na tentativa de se deformar, cada uma dessas mulheres encontrasse um cirurgião ético, que a demovesse da idéia. Ou, melhor ainda, que cada uma delas, antes de entregar seu rosto a um estranho que não se importa com sua história de vida, ela própria tentasse entender essa história um pouco mais, tentasse se conhecer e se reconciliar com a pessoa que é, em vez de construir com bisturi e silicone uma mulher que talvez nunca chegue a ser?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enfim, são só perguntas. Não tenho respostas nem receitas. Mas acho que nós, mulheres, temos que nos tratar com mais carinho e mais respeito. É hora de parar de agredir nossa alma e nosso corpo. Nós merecemos uma vida mais feliz e mais leve. E, acima de tudo, merecemos nos reconhecer quando olharmos no espelho.  </description>
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      <title>DEPILAÇÃO CRIATIVAChego pra me depilar com a Rita em Araxá e, apesar de ser a primeira vez que me de...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 1 Dec 2008 16:56:28 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;DEPILAÇÃO CRIATIVA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_cera.jpg&apos; /align=right&gt;Chego pra me depilar com a Rita em Araxá e, apesar de ser a primeira vez que me depilo com ela, em 10 minutos já estamos conversando como se fôssemos velhas vizinhas. Coisas do interior de Minas. Na hora de definir os limites da cera (ai, ai, ai...), digo a ela que não precisa caprichar, porque não tenho planos de ir à piscina nem à praia tão cedo. Rita aceita com relutância - acha que é preciso caprichar sempre - e aí começa a me contar o que está na moda em matéria de depilação na região que uma amiga minha costuma chamar de “países baixos”, ou seja, o território mais sensível (inclusive à dor) do corpo feminino.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Recebo uma aula sobre o tema. Minha conterrânea descreve os vários modelos que suas clientes pedem e eu vou revezando as exclamações: “Ai!”, quando ela puxa a cera, e “Mesmo?!” ou “Não é possível!”, quando ela descreve a gama de possibilidades - vastíssima, para uma região tão reduzida. Existe o estilo “moicano”, conta Rita: ela “entra” bastante com a cera nas laterais e deixa um faixa estreita de pelos no sentido longitudinal. O “baby look” é feito deixando pouquíssimos pelos na área mais central, digamos. O “bate, coração” segue a linha “baby look”, mas tem o formato do próprio, claro. Já o “mina d’ouro” consiste em descolorir os pelos até ficarem no tom amarelo-dourado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As clientes que fazem uma linha mais naturalista ou ecológica pedem a “floresta amazônica”, que, como sugere (ou anuncia) o nome, é uma depilação modesta, que só remove o excesso do excesso. No extremo oposto, vem a depilação total - que é a fantasia de um número cada vez maior de homens, garante Rita. Ela já passou pelo constrangimento de ter que deixar namorados e maridos acompanhar a sessão de “erradicação” dos pelos da amada, inclusive expressando seu entusiasmo diante do resultado... Pergunto a minha conterrânea como é conhecido esse modelo de depilação. Ela diz que há vários nomes, mas ela adota o que foi sugerido por uma cliente: “Serra Pelada”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fico boquiaberta diante de tantas possibilidades, mas o modelo que mais me surpreende ela deixa pra contar no final: a inicial do parceiro, desenhada a duríssimas penas pela depiladora. Rita tem que se desdobrar pra formar os “F”s, “R”s e “S”s dos amados das clientes (nunca aparece um Oswaldo, pra facilitar a vida dela). Digo a ela que isso já não é mais trabalho de depiladora - e penso: “é de artista plástica”. Como se adivinhasse meus pensamentos, Rita dá um longo suspiro e diz: “Só falta agora elas chegarem com a foto do companheiro e pedir pra eu fazer igual. Aí eu mudo de profissão!”. Com toda razão. A imaginação feminina não tem limites (nem a vontade de agradar o ser amado), mas querer traduzir tantos caprichos numa região tão pequena e delicada é abusar da boa-vontade da depiladora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No fim, saio me sentindo a mais sem-graça de todas as mulheres, por ter pedido o arroz-com-feijão tendo diante de mim um cardápio tão variado. Mas tenho a certeza de que, no fundo, no fundo, minha falta de imaginação deixou minha conterrânea aliviada...</description>
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      <title>OBRIGADA, PATRÍCIANão sei bem, mas acho que foi a antropóloga Margaret Mead que disse que uma das ne...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 28 Nov 2008 09:28:05 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;OBRIGADA, PATRÍCIA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_espera.jpg&apos; /align=right&gt;Não sei bem, mas acho que foi a antropóloga Margaret Mead que disse que uma das necessidades mais básicas do ser humano é ter alguém que se preocupe quando ele não chega em casa à noite. Depois de anos morando sozinha, posso afirmar que de fato é estranho não ter quem nos espere, sinta nossa falta dentro de casa, olhe pro sofá onde a gente costuma se sentar pra ler e pense: “Ela está demorando a voltar”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Só tive essa alegria num período de um ano e meio em que a Bruna, minha sobrinha mais do que querida, morou comigo em Belo Horizonte. Eu adorava chegar de viagem e encontrar a Bruna me esperando. Mas aí me mudei pra São Paulo e voltei a enfrentar o vazio imenso que cabe dentro de uma casa vazia. Demoro a chegar à noite e ninguém nota. Volto das muitas viagens e ninguém se alegra. Encontro a geladeira do jeito que deixei, a mesma blusa jogada na cama, o jornal de três dias atrás ao lado da lixeira e a fruteira ainda vazia (sempre acho que vai aparecer uma fada e encher minha fruteira enquanto estou fora...).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É por isso que um comentário como o que eu recebi da Patrícia Guedes deixa de ser comentário pra virar presente.Ela diz, como uma amiga: “Oi, Leila. Que bom que você chegou (de NY). Estava ansiosa... Parecia uma menina que passava todos os dias na porta da sua casa e via a varanda sem varrer e as correspondências no chão, algumas já sujas, mostrando o quanto você estava demorando...”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Que bom, Patrícia, ter alguém vigiando minha varanda. Que bom sentir que uma amiga que eu não conheço passa na porta da minha casa e registra o tempo da minha ausência. Não tive filhos e moro longe da minha mãe e dos meus irmãos há mais de 20 anos, mas não me acostumei (e não vou me acostumar jamais) com o silêncio das minhas voltas pra casa – no final das viagens ou no final do dia. É a hora em que a solidão fica com cara de solidão e assusta. Ou, melhor dizendo, assustava. Agora, quando ela aparecer, vou me lembrar de você passando pela minha casa e se alegrando com a minha volta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Obrigada, Patrícia, por ser irmã, filha, amiga e mãe sem me conhecer. Que a vida retribua sua generosidade te fazendo muito, muito feliz. </description>
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      <title>SÓ MAIS UM PEDAÇO DA MAÇÃ...Amigas, não quero ficar aqui dando de turista que volta e aluga todo mun...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 27 Nov 2008 11:14:50 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;SÓ MAIS UM PEDAÇO DA MAÇÃ...&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_metropolitan.jpg&apos; /align=right&gt;Amigas, não quero ficar aqui dando de turista que volta e aluga todo mundo com seus casos de viagem... Fico completamente dividida: acho ótimo compartilhar o que vi com vocês e, ao mesmo tempo, tenho medo de estar sendo chata, contando coisas que ninguém quer saber. Então, vamos à última mordida na Big Apple. Começando pelos museus.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tem quem não suporte museu. Confesso que não são todos que eu amo. Mas o Metropolitan de Nova York é o máximo! Não me canso de ir lá. A gente vê um centésimo do acervo, que é gigantesco, e pára pra tomar café na coffee-shop que tem vista pro Central Park. Ela fica no térreo, junto à vegetação, e a gente vê os esquilinhos passando enquanto come um cheese-cake. Quando você levanta pra ir embora, seu corpo está dois quilos mais gordo e a alma cinco quilos mais leve...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No MOMA, o museu de arte moderna, tinha uma exposição do Van Gogh e eu corri pra ver. Mas a multidão se atropelando na frente das telas acaba com o clima. Tinha três peruas dando gargalhadas e combinando comprar ingressos pro musical “Shrek” em frente a uma das telas mais angustiadas do pintor. Em frente a outra, um quarentão com voz de tenor falava no celular, marcando hora no dentista e fazendo gracinhas com a secretária. Fiquei imaginando Van Gogh rolando na sepultura. Insensibilidade artística tem limite...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E, por falar em tenor, também é de impressionar o volume das vozes de algumas brasileiras quando estão comprando em Nova York. Entrei na Gap da Quinta Avenida pra comprar um suéter e achei que estava numa das nossas feiras de rua. É uma cena que já presenciei mil vezes. Morei em Londres, no México, nos Estados Unidos, e é sempre a mesma coisa: brasileira fazendo compra no exterior parece que surta. Começa a falar muito, alto, depressa, a agarrar mil peças de roupa ao mesmo tempo e a gritar com as amigas, contando pra loja inteira ouvir o que estão levando, quanto custa, pra quem vão dar de presente etc etc. Eu fico encolhidinha, fingindo que sou da Arábia Saudita ou do Nepal. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas Nova York é tudo isso: brasileiras em surto consumista, cheiro de castanhas carameladas e pretzels nos carrinhos de rua, camelôs vendendo pashminas lindas por 10 dólares, livrarias que nos enlouquecem e cafés onde dá vontade de passar o dia, shows maravilhosos, John Travolta, Nicole Kidman e Daniel Craig (o atual James Bond) dando entrevistas no jornal da manhã na TV, restaurantes pra todos os bolsos e apetites, personagens que parecem saídos de filmes, motoristas de táxi ensandecidos, buzinas altíssimas (mesmo com uma multa de mais de 300 dólares), trânsito caótico, museus belíssimos e cenas como o entardecer no Central Park num dia de outono. Tem quem não goste. Tem quem não suporte Nova York. Eu até respeito, mas acho difícil entender...</description>
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      <title>PIZZARELLI NO CARDÁPIOO bom de Nova York, aliás, o ótimo de Nova York é que, pra cada programa não t...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 26 Nov 2008 15:42:21 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;PIZZARELLI NO CARDÁPIO&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_pizzarelli.jpg&apos; /align=right&gt;O bom de Nova York, aliás, o ótimo de Nova York é que, pra cada programa não tão bom que você faz, tem 10 ótimos a serem feitos. Na mesma região da Broadway onde se dorme assistindo “White Christmas” vimos um show maravilhoso de John Pizzarelli. Sou suspeita pra falar, porque ele é um dos meus cantores preferidos. Uma vez vim entrevistar a Regina Duarte em São Paulo e, quando entrei no teatro, estavam tocando um CD incrível. Corri pra ver o que era e me disseram que era “After Hours”, com John Pizzarelli. Comprei o CD e me apaixonei pela voz do moço, que canta jazz com suavidade de bossa-nova e interpreta bossa-nova com o molho do jazz. Vi um show maravilhoso dele no festival Tudo é Jazz, de Ouro Preto, há uns cinco anos, e agora tivemos a chance de ouvir Pizzarelli no Birdland, um dos templos do jazz em Nova York. No fim do show, ele se sentou com uns amigos na mesa ao lado da nossa e eu não resisti: morrendo de vergonha, pedi pra tirar uma foto com ele pro nosso blog. Pizzarelli foi simpaticíssimo e, como eu disse que era do Brasil, se despediu dizendo “muito obrigado”. Valeu!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outro programa gostoso no cardápio nova-iorquino é ir ao Ellen´s Stardust Diner, uma lanchonete na Broadway onde todos os garçons cantam. Não, não é aquela coisa chata que você está pensando, de garçons fazendo gracinhas e nos deixando de saia-justa. Nada disso! É a segunda vez que vou ao Stardust e recomendo pra quem quer se divertir, deixando a comida em segundo (ou terceiro) plano. Os garçons são super afinados e vão se revezando no microfone, cantando sucessos do pop mais na linha “fundo do baú” – tem mais flashback do que hits atuais da MTV. O programa tem um pezinho no brega, mas é ótimo. Aliás, é esse lado meio cafona que é o melhor de tudo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_pizzarelli01.jpg&apos; /align=right&gt;Agora, o “the best” da cidade é mesmo sua fauna: os personagens que a gente vê onde vai são um espetáculo à parte. Tem gente de todos os estilos, todos os lugares do mundo. Você se senta num café pra ver as pessoas passando e não precisa de mais nada. É um filme, bem ali na sua frente. E é interessante conversar com as pessoas, saber suas histórias – quando elas dão abertura pra isso, claro. Essa moça da foto é russa e pedala esse triciclo de quatro a cinco horas por dia em Manhattan. Ela me levou do final do Central Park ao Columbus Circle e fomos conversando no percurso. Solteira, 30 e poucos anos, Suray chegou há oito meses em Nova York atraída pelo convite de uma amiga, que disse que havia um trabalho interessante pra ela: renderia um bom dinheiro e ainda a deixaria em forma. A russa topou. Pedala com a maior coragem no trânsito enlouquecido de Manhattan e parece feliz da vida. Mulheres de hoje, com suas histórias  surpreendentes. O mundo está ficando pequeno pra nós...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Amanhã tem mais. Bjs. </description>
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      <title>DO PARQUE PRA BROADWAYAs fotos são só pra gente dar mais uma passeada pelo Central Park e curtir as ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 24 Nov 2008 12:08:27 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;DO PARQUE PRA BROADWAY&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_central04.jpg&apos; /align=right&gt;As fotos são só pra gente dar mais uma passeada pelo Central Park e curtir as cores que o outono cria pra nos lembrar que a vida é uma coisa mágica – ou não é mágico você pisar num chão dourado, cercada por árvores laranjas, amarelas e vermelhas?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enfim, são só dois retratos, duas imagens de uma cidade feita de milhares de pedaços, milhares de cenários, enredos e personagens que dariam pra criar milhares de filmes. Tem quem não suporte esse quebra-cabeças que é Nova York. É aquela cidade do tipo ame-a ou deixe-a. Eu amo e, cada vez que tenho que deixar Nova York, deixo com pesar e com a sensação de que não fiz um centésimo do que eu gostaria de fazer.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_central03.jpg&apos; /align=right&gt;Nem tudo que a gente faz lá é bom, claro. Desta vez vi dois musicais que me mataram de tédio. Um foi “South Pacific”, premiadíssimo e estrelado por um brasileiro – Paulo Szot, que arrasa no papel. A gente fica no maior orgulho, vendo aquele paulista sendo ovacionado no Lincoln Center. Mas a peça é chata – aliás, tem quem adore, mas eu não gostei. O outro musical é “White Christmas”: fomos esperando aqueles efeitos especiais mostrando cenas maravilhosas de Natal e acabamos assistindo um espetáculo pobrezinho, ingênuo, que nem parece coisa da Broadway. Não que a Broadway não faça musicais ruins. Já vi cada bobagem lá de doer... Musicais como “Hair Spray” chegam a ser constrangedores. Mas sempre tem algum efeito especial que salva, alguma coreografia que nos faz dizer “Oh!”. “White Christmas” só provoca nosso “zzzzzzz”. Tive que devorar uma caixa de balas de menta pra não dormir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas chega de falar mal. Amanhã vou falar de ótimos programas que a gente fez. Um deles, um show com John Pizzarelli.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hasta la vista, babies!!!</description>
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      <title>O SORRISO DE OBAMAEle conseguiu o impensável. E, por sua capacidade de acreditar que conseguiria, o ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 18 Nov 2008 16:17:54 BRST</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;O SORRISO DE OBAMA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_obama.jpg&apos; /align=right&gt;Ele conseguiu o impensável. E, por sua capacidade de acreditar que conseguiria, o mundo tem que ser eternamente grato a ele. Ontem falei aqui sobre a festa das cores no Central Park. Hoje quero falar de outra festa que acompanhei nos Estados Unidos: a da vitória de Barack Obama. Cheguei em Nova York dia 5 de novembro, um dia depois das eleições, e ver todos os jornais, todas as revistas, todos os canais de TV mostrando o sorriso vitorioso de Obama foi de matar de emoção. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como não chorar vendo aquele homem que conseguiu derrotar a manifestação mais perversa de ignorância que existe (ainda!), que é o preconceito? Calendários com fotos dele, camisetas, a apresentadora Oprah Winfrey gritando (literalmente gritando) de alegria ao abrir seu programa... cada som e cada imagem eram um registro da vitória histórica de Barack Obama. Que entra na Casa Branca com sua Michelle, sua Malia e sua Sasha sem ter que pedir licença ao mundo – não mais a porta dos fundos, não mais o elevador de serviço. Que felicidade, meu Deus!!! Que coisa fantástica ver o país que já vetou aos negros até os assentos nos ônibus (pra ficar num exemplo brando) agora entregar seu destino a Obama... Poucas coisas neste século vão ter a dimensão dessa vitória. E, se a gente não aprender muito com ela, é porque realmente não quer aprender.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tomara que, a partir de Obama, o mundo se pareça mais com o Central Park no outono: uma paisagem onde as cores se somam. A natureza sempre foi pródiga em exemplos. Cabe a nós, seres humanos, ter a humildade de aprender com eles.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;1&quot;&gt;&lt;i&gt;Foto: AP&lt;/i&gt; &lt;/font&gt; </description>
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