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    <title>Nós, mulheres</title>
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    <description>Nós, mulheres</description>
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      <title>COMPRAR, COMPRAR, COMPRARUm amigo meu chama de “impetus adquirintis” a atração fatal que nós, mulher...</title>
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      <pubDate>Thu, 21 Aug 2008 15:19:30 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;COMPRAR, COMPRAR, COMPRAR&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_compras.jpg&apos; /align=right&gt;Um amigo meu chama de “impetus adquirintis” a atração fatal que nós, mulheres, temos pelo ato de comprar. Sei que há exceções – existem mulheres que odeiam fazer compras. Só que até hoje nunca fui apresentada a nenhuma delas. As que eu conheço (e aí me incluo, claro) são capazes de adquirir desde uma roupa que nunca vão usar até um kit de escovas de dentes para hóspedes que jamais irá receber (mas que estava em promoção bem ao lado do caixa da farmácia). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora que eu tenho tentado organizar minha vida entre minha casa em Araxá e o micro-apartamento onde moro em São Paulo, fico vendo quantas coisas inúteis têm ocupado espaço nos meus armários, minhas gavetas, debaixo da minha cama, atrás das portas – enfim, estou cercada por objetos que comprei simplesmente porque na hora não resisti – o “impetus adquirintis” falou mais alto e agora eles me acompanham e me olham com aquela cara de “quê que eu estou fazendo aqui nesta casa?”. É um olhar de quem está se sentindo abandonado e, ao mesmo tempo, me reprova pela compra impensada. Afinal, aquele brinco que eu nunca usei ou aquele sapato que jaz, empoeirado, no fundo do armário poderiam estar passeando por aí e se divertindo, se tivessem sido levados por uma compradora menos impulsiva ou mais ajuizada.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Condenados ao ostracismo, nas minhas duas casas estão: dezenas e dezenas de batons cor-de-boca (será que eu não sei escolher ou eles, num gesto de maldade, mudam de cor assim que chegam na minha casa?); blusas que não têm nada a ver com meu estilo (às vezes acho que compro roupas pras mulheres que eu fui em vidas passadas); cremes anti-idade que só usei uma vez (morro de preguiça de lutar contra a idade); calcinhas e soutiens que na hora da compra achei sensuais (e agora vejo que, acima de tudo, são desconfortáveis); brincos e colares num estilo mais “cheguei” (e hoje sei que sou irremediavelmente básica). Enfim, não sei por que levei pra casa essa coleção de coisas sem qualquer função que, na hora da compra, me pareceram essenciais, irresistíveis, e agora não encontram lugar na minha vida, como se fossem um homem que eu deixei de amar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Numa sociedade que consome com cada vez menos discernimento e mais voracidade, corremos o risco de entulhar as gavetas e deixar a alma vazia. Olho essas roupas que não têm meu cheiro, esses batons que nunca mancharam uma camisa, essa bolsa que nunca saiu de casa – tantos objetos sem história – e sei que, definitivamente, o buraco fica mais em cima. Ou, quem sabe, num outro armário.  &lt;br/&gt;</description>
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      <title>O que os outros vão pensarVocê quer namorar um homem 15 anos mais jovem ou 20 anos mais velho e a pr...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 10:52:51 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;O que os outros vão pensar&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_outros.jpg&apos; /align=right&gt;Você quer namorar um homem 15 anos mais jovem ou 20 anos mais velho e a primeira coisa que vem à cabeça é: o que é que os outros vão achar? Pensa em acabar de vez com aquele casamento que há dez anos vem respirando por aparelho, mas aí se pergunta: o quê que os outros vão pensar? Com medo da opinião dos outros (sempre os outros), fica no emprego que te faz infeliz, decide se casar quando o que queria mesmo era viver sozinha (pelo menos agora), tem filhos mesmo quando seu coração não escolheu a maternidade, deixa de comer tudo que te dá prazer porque tem que ficar magra, gasta aquela tarde preciosa de sábado no cabeleireiro porque a tintura não pode esperar, compra a roupa de grife que detona o orçamento do mês e cumpre dois compromissos sociais por semana quando o que queria mesmo era ficar em casa. Por que tudo isso? Porque, afinal... o que é que os outros vão pensar? Você abandonando um emprego “bom”, adiando um casamento, abrindo mão da maternidade, deixando as raízes do cabelo aparecer, usando uma roupa “inadequada”, faltando àquele coquetel ou àquele aniversário... Os outros vão pensar mal, vão estranhar...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aí vem a pergunta que não quer calar: quem são “os outros”, esses seres que determinam tanto do que vamos fazer que acabam sendo co-autores da nossa história de vida? Quem são essas pessoas que nos fazem tomar decisões em que não acreditamos, dizer coisas que não pensamos, passar horas com quem não achamos interessante, ir a lugares que nos matam de tédio? No seu livro “Perdas &amp; Ganhos”, Lya Luft fala sobre “essa criatura sem rosto – e de tantos rostos” chamada “opinião alheia”, que, “sem pedir licença, entra em nossa casa e nossa consciência”. E ela discorre sobre o que chama de “entidade informe, onipresente, quase onipotente” que é “o que eles vão pensar”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu já tive mais medo dessa entidade. Hoje olho pra ela com mais senso crítico do que com temor. E acho, ou melhor, tenho certeza de que nós, mulheres (muito mais do que os homens), perdemos alguns dos pedaços mais saborosos da vida só porque temos medo do que os outros vão pensar de nós. Queremos ser admiradas, elogiadas, respeitadas e precisamos da aprovação alheia pra nos sentir legitimadas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quantos amores já deixaram de ser vividos por causa dos outros? Quantas carreiras foram interrompidas, quantos momentos jogados pela janela, quantos sonhos abortados?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cuidado, amigas, com esse ser de muitos rostos que chamamos de opinião alheia. Por causa dele que nos acompanha feito sombra, cria muros nos nossos caminhos e tranca portas e janelas nas nossas casas, corremos o risco de esquecer quem somos. Esse é o maior perigo. E, se isso acontecer, o que é que NÓS vamos pensar?&lt;br/&gt;</description>
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      <title>PORQUE HOJE É SEXTA ...... o dia amanhece com uma cor diferente, não importa de que cor ele seja.......</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 15 Aug 2008 10:37:59 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;PORQUE HOJE É SEXTA ...&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_sexta.jpg&apos; /align=right&gt;... o dia amanhece com uma cor diferente, não importa de que cor ele seja.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... a gente amanhece diferente, não importa como a gente esteja.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... o trabalho fica menos chato&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... a gente fica menos chata&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e a vida, que nunca foi chata, volta a ser vista como merece.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... até os homens ficam mais fáceis, porque hoje é sexta&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e nós mais tolerantes, menos implacáveis com eles.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... a barriga insiste em aparecer no espelho&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... a franja continua rebelde&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e a celulite não responde ao creme&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... mas a gente finge que não vê.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... aquele homem lindo nos olha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... aquela roupa linda abotoa&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e o sapato que sempre apertou hoje não aperta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... o chefe nos dá bom-dia&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... a colega mal-humorada ensaia um sorriso&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e o self-service capricha na sobremesa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... aquela música toca no rádio&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... aquele filme chega à locadora&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... ele diz que nos ama&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e a gente acredita nele.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... até aquele que sumiu&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... ou aquele que nunca nos viu&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... de repente aparece.&lt;br/&gt;... nada como um dia após o outro&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... ou um outro após o dia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... tudo chega no lugar&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... tudo em seu devido tempo&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... e o tempo é hoje&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... porque hoje, amigas, é sexta-feira.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>ELA TINHA SÓ 16 ANOSLi a notícia ontem: foi enterrada na Itália uma adolescente que se matou com um ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:04:34 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;ELA TINHA SÓ 16 ANOS&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_dezesseis.jpg&apos; /align=right&gt;Li a notícia ontem: foi enterrada na Itália uma adolescente que se matou com um tiro no peito depois que fotos íntimas dela foram divulgadas na internet. Na realidade, a divulgação das fotos ocorreu há dois anos e a garota, então com 14 anos, tentou se matar cortando os pulsos. Desde então, ela vinha lutando contra a depressão. Agora, aos 16 anos, desistiu. Parou de lutar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fico pensando no que leva alguém a pegar as fotos que uma menina de 14 anos deixou alguém em quem confiava tirar (provavelmente um garoto por quem estava apaixonada) e colocar essas fotos numa vitrine que o mundo todo pode ver. A intimidade de uma quase criança jogada no cyberespaço, com o descaso de quem atira uma lata amassada de refrigerante pela janela do carro. O corpo ainda em formação exposto. A alma ainda verde condenada.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Das infinitas perguntas que não querem (não podem) calar, deixo apenas quatro: Quem é que consegue fazer isso com uma garota de 14 anos? Por quê fazer isso com uma garota de 14 anos? Onde é que começa nossa compaixão? E até onde consegue chegar nossa perversidade?&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Felicidade COM MINÚSCULAS“A felicidade é a soma das pequenas felicidades”: li essa frase uma vez num...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 13 Aug 2008 17:19:13 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;Felicidade COM MINÚSCULAS&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_felicidade.jpg&apos; /align=right&gt;“A felicidade é a soma das pequenas felicidades”: li essa frase uma vez num outdoor em Paris e nunca me esqueci dela. Na época, eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas, de que tanto se fala, não existia. Mas não sabia o que colocar no lugar dela: afinal, sonhamos com a grande felicidade desde que nos entendemos por gente e, de repente, imaginar que ela não existe, que é uma espécie de Papai Noel que aguardamos de janeiro a dezembro, deixa um vazio grande dentro da gente. Quando li a frase do outdoor, uma ficha básica caiu. Entendi que a felicidade, ao contrário do que pregam os pessimistas, existe sim. Só que, ao contrário do que pintam os otimistas, ela não vem no superlativo. A grande felicidade dos finais dos contos de fadas e dos filmes de Hollywood só é possível nos contos de fada e nos filmes de Hollywood. Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Uma pequena alegria aqui, outra ali, uma surpresa que nos faz ganhar o dia (e não necessariamente o mês), um encontro que ilumina um final de tarde ou uma tarde que ilumina a vida. São momentos, pedaços, fatias.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois que entendi isso, tudo ficou mais fácil – e mais possível. Não espero mais pelos dias perfeitos que a grande felicidade promete trazer. E uso o “quando” com mais moderação: quando eu tiver o melhor emprego do mundo, quando eu encontrar o amor perfeito, quando eu emagrecer, quando eu tiver um filho, quando meus filhos crescerem, quando eu me aposentar, quando eu terminar meu mestrado, quando, quando, quando... enquanto a gente vai empilhando os “quando”, esperando aquele acontecimento ou aquele momento mágico que vai nos proporcionar a felicidade com letras maiúsculas, a felicidade homeopática passa e a gente não nota. Os momentos que poderiam ser especiais, ou especialíssimos, passam batidos porque estamos esperando a mega sena acumulada, a felicidade acumulada, a explosão hollywoodiana de alegria.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tenho tentado ao máximo não ficar distraída. Quero, a cada minuto, prestar atenção, olhar, ouvir – ficar atenta a todos os sinais de felicidade: que seja a alegria modesta de tomar a primeira xícara de café da manhã, o prazer discreto de ler um livro que não é uma obra-prima mas nos faz sonhar, a sensação agradável de reencontrar nossa primeira professora, a possibilidade de brincar por meia hora com uma sobrinha que mora longe e que a gente ama, a leveza de pôr a cabeça no travesseiro e pensar que estou com saúde, que minha mãe está viva e que o dia seguinte vai nascer cheio de incógnitas e de promessas. Mais um dia pra gente ter a chance de ser, varias vezes, minimamente feliz. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não sei se você concorda. Não sei se a soma das pequenas felicidades é uma operação matemática muito modesta pros nossos tempos. Talvez me falte ambição. Ou talvez eu tenha a maior ambição de todas, que é ser feliz... sem ser exatamente feliz. Faz sentido?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;</description>
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      <title>LINGERIE BEIGEOntem fui a uma loja de lingerie e a vendedora me mostrou a seção de peças sexy (ou ul...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 16:50:47 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;LINGERIE BEIGE&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_lingerie.jpg&apos; /align=center&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ontem fui a uma loja de lingerie e a vendedora me mostrou a seção de peças sexy (ou ultra sexy) que ocupa um canto da loja e lembra a “Victoria’s Secret”. Como ela era muito simpática, começamos a bater papo e eu perguntei a ela quem é a clientela que procura aquele tipo de lingerie – com muitas fendas, muita transparência, cetim com renda, babados e laços de fita. São “bodies”, corseletes, camisolinhas – tudo meticulosamente desenhado pra atiçar o desejo masculino. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A vendedora me explicou que atende mulheres de todo tipo, mas também tem uma clientela considerável do sexo masculino. Pergunto se são homens solteiros. “Nem sempre”, ela responde. E conta que há muitos casados que compram lingerie sexy pra dar de presente – mas nem sempre pra suas mulheres. As vendedoras da loja sabem exatamente quando o mimo é pra mulher que entrou na igreja ou no cartório com o cliente em questão ou pra uma companheira que tem um status, digamos, menos oficial na vida do cidadão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que eu achei mais curioso em toda essa história é que, segundo a vendedora, quando um homem compra lingerie sexy pra sua namorada ou amante, ele geralmente escolhe peças pretas ou vermelhas. Quando é pra mulher dele – a “legítima” (não deixa cheiro nem solta as tiras?), aí as cores preferidas são o branco e o beige. Branco, tudo bem. Mas lingerie sexy beige?!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fiquei com essa história na cabeça e hoje, relendo um livro do psiquiatra Luiz Cuschnir ( “Masculino – Como ele se vê”), vi o seguinte trecho, que pode servir de explicação pra essa divisão de cores: “A mulher de hoje não é como aquela que foi mulher do nosso pai. Nem deve ser. Mas o homem continua associando sua companheira à imagem de sua mãe. (...) Na verdade, muitas vezes esse homem não quer a mulher-companheira, e sim a mulher-mãe. Para completar sua vida afetiva, está buscando uma mulher que preencha lacunas provenientes do relacionamento com a mãe”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acho que a palavra-chave é “afetiva”. A “esposa” ou companheira “oficial”, aquela que ocupa o espaço do afeto (ou pelo menos deveria), é associada à mãe – e mãe ninguém quer ver de lingerie preta ou vermelha. Se um homem for obrigado a ver a lingerie materna, que pelo menos ela seja beige (neutralidade) ou branca (pureza). O vermelho e o preto vão pras mulheres associadas ao desejo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nem precisa Freud pra explicar. A vendedora da loja de lingerie, que provavelmente nunca estudou psicanálise, já faz tempo que decifrou a equação.  &lt;br/&gt;</description>
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      <title>TURISTA SOFRE!Olá, amigas/amigos! Estou à caça de histórias de viagens que deram errado ou que tiver...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 11 Aug 2008 13:04:08 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;TURISTA SOFRE!&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_turista.jpg&apos; /align=right&gt;Olá, amigas/amigos! Estou à caça de histórias de viagens que deram errado ou que tiveram pelo menos um episódio desastroso, mas nada trágico. Quero histórias engraçadas. Aquelas que na hora podem até nos matar de raiva ou frustração, mas que depois nos fazem rir – nem que seja pra não chorar... Não é na linha do conselho da Marta Suplicy: tem hora que não dá pra relaxar mesmo e muito menos o resto. As histórias do apagão aéreo raramente são engraçadas. O que eu estou procurando (porque vou escrever sobre esse tema) são as ciladas, os micos, os contratempos, as grandes decepções, as pequenas e grandes roubadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Exemplos: meu ex-marido e eu estávamos viajando meio sem destino na Europa e resolvemos passar o Ano Novo em Barcelona. Chegamos lá dia 31 de dezembro e pedimos ao recepcionista do hotel que nos sugerisse um lugar bem interessante pra passar a virada, mas nada turístico – a gente queria um lugar freqüentado pelos espanhóis. Ele nos mandou pra um lugar deserto, gelado (era ao ar livre) e passamos a meia-noite escutando os desabafos dos vendedores de bebidas que não estavam vendendo nada, por absoluta falta de fregueses, e ouvindo uma banda de quinta tocar as músicas da Xuxa. Isso mesmo. “Ilarilariê” em Barcelona: alguém merece?!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outro exemplo: um casal que eu conheço foi acampar na Serra da Canastra com as duas filhas. Quando chegaram lá, ninguém deu conta de armar a barraca e os quatro tiveram que dormir dentro de um Fiat Uno. Na manhã seguinte, a descoberta que foi a gota d’água: uma vaca tinha acabado de comer tudo que tinham levado. Na confusão da noite anterior, o casal tinha se esquecido de guardar a comida no carro. Acompanhados pelo olhar satisfeitíssimo da vaca, os quatro voltaram pro Fiat Uno e nele voltaram pra casa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É por aí: pequenos programas, grandes roubadas. Ou, talvez, nem tão pequenos assim. Pode ser uma viagem pro exterior, pro Nordeste brasileiro, um mês na Bahia, um cruzeiro no Caribe, uma caminhada em Compostela – qualquer roteiro ou destinação serve, OK?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tô esperando, então.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijos gratos&lt;br/&gt;da Leila.</description>
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      <title>TERAPIA-MAIS-DO-QUE-ALTERNATIVACansada? Estressada? Deprimida? Toma Josh Harnett e/ou Clive Owen que...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 8 Aug 2008 12:21:51 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;TERAPIA-MAIS-DO-QUE-ALTERNATIVA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_filmes.jpg&apos; /align=right&gt;Cansada? Estressada? Deprimida? Toma Josh Harnett e/ou Clive Owen que passa!&lt;br/&gt;Não , não enlouqueci. É que ontem peguei “Dália Negra” pra assistir e fiquei em estado de choque com a beleza do Josh Harnett – beleza, sensualidade, charme... ele é arrasador! O filme é pesado, bem violento (os filmes do Brian de Palma sempre são) e achei o enredo meio confuso – mas depois vi que era por causa do Josh Harnett. Com ele em cena não dá pra prestar atenção em mais nada. E as cenas de sexo... ah, as cenas de sexo! Elas são até moderadas, sem qualquer apelação, mas o Josh Harnett faz a gente ficar sem fôlego. Durante o tempo que durou o filme, não pensei em nenhum problema, não tive qualquer angústia ou tristeza, não me lembrei do passado, não me preocupei com o futuro – foram duas horas de encantamento absoluto com aquele deus na tela, e isso, gente, na minha modestíssima opinião, é terapia. Por mais que pareça o contrário, por mais que tenha cara de fuga ou alienação, pra mim é programa da melhor qualidade e ainda por cima com valor terapêutico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com o Clive Owen, meu ídolo, é a mesma coisa. Experimente levar o Clive pra casa neste final de semana. Sugiro “Closer – Perto Demais”. Quando ele aparece, na primeira cena, a gente acha que ele é feio e que vai desaparecer perto do Jude Law. Só que depois de alguns minutos a gente se esquece até do nome do Jude Law e quer se casar com o Clive Owen, ter filhos com ele, cozinhar pra ele, chorar por ele, sonhar com ele... Pra mim não existe nada igual no planeta Terra. E ver as cenas de sexo dele (ou as conversas quentes) no “Closer” faz a gente ir pra outra dimensão. É melhor do que meditar, tomar florais de Bach ou qualquer tarja preta, melhor do que fazer acupuntura, caminhar, dançar – em matéria de terapia, não conheço nada igual.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por isso, amiga, permita-se: compre um bom vinho ou um ótimo sorvete, pegue o Mr. Owen e o Mr. Harnett na locadora, desligue o celular pelo amor de Deus, e passe algumas horas do seu fim de semana na companhia dos dois homens mais atraentes do planeta. Depois me conte se não é um programa absolutamente terapêutico.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Oi, amigas. Hoje estou sem assunto. Ou talvez seja apenas a vontade de conversar sem palavras. Está ...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 6 Aug 2008 12:13:18 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;img src=&apos;leila_chuva.jpg&apos; /align=right&gt;Oi, amigas. Hoje estou sem assunto. Ou talvez seja apenas a vontade de conversar sem palavras. Está caindo uma chuva mansa em Araxá, e eu, que sempre sonhei com as tardes de chuva da minha infância, agora estou aqui ouvindo o barulho quase imperceptível dos pingos e sentindo o cheiro abençoado de terra molhada. Aí a gente se cala. Não dá nem pra escrever. É como se uma outra conversa se impusesse, a conversa entre a natureza e nossa alma. É um diálogo maior e os outros diálogos silenciam, são obrigados a esperar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa chuva que chega depois de um longo período de seca começa limpando a poeira das ruas e fazendo a folhagem brotar. Depois vai nos lavando aos poucos, carregando nossos rancores e nossas mágoas,  limpando nosso avesso,  apagando nossos pecados. É uma chuva que redime e purifica, faz o que merece ser esquecido ficar pra trás.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando eu era menina e chovia forte aqui em Araxá, assim que a chuva passava eu ia pra janela da minha casa e ficava jogando barquinhos de papel na enxurrada. Olhava aqueles barquinhos indo embora, pra um destino que eu ignorava, e sentia que a vida tinha uma dinâmica maior do que parecia. Era cheia de promessas e de possibilidades. Minha casa escura e pobre, onde às vezes o sofrimento ameaçava ocupar todos os cantos, ficava menos triste ou mais iluminada. A enxurrada levava os medos. Os barquinhos carregavam meus sonhos. O barulho da chuva nos ajudava a encontrar serenidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É por isso que eu prefiro ficar em silêncio nesta primeira tarde de chuva desde que eu comprei minha casa araxaense, meu cantinho com direito a pé de jabuticaba. Hoje não tem enxurrada, minha janela fica longe da rua e eu estou sentindo uma saudade daquelas que apertam a garganta, fazem o corpo todo doer. Mas vou guardar meus sonhos e, assim que a primeira chuva forte vier, vou lá fora soltar meus barcos. Continuo sem saber pra onde eles vão, mas confio na sabedoria da chuva e na força das enxurradas.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>TUDO POR UM MILIONÁRIOLi na MARIE CLAIRE da Índia: as russas estão lotando as chamadas “escolas de s...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 4 Aug 2008 17:40:17 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;TUDO POR UM MILIONÁRIO&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_escola.jpg&apos; /align=right&gt;Li na MARIE CLAIRE da Índia: as russas estão lotando as chamadas “escolas de sedução”, com o objetivo explícito de agarrar um marido milionário. Em lua-de-mel com o capitalismo e completamente apaixonadas pelo consumo, as mulheres da antiga União Soviética querem se casar com homens que possam proporcionar a elas uma vida de luxo – carro do ano, muitas roupas de grife, idas irrestritas às lojas, enfim, muita mordomia. E, pra conquistar um marido que abra a carteira sem titubear, o melhor caminho, na opinião das russas (mas não necessariamente só delas), ainda é o sexo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tem “escola de gueixas”, cursos como “Sexo oral para experts”, “Como se casar em três meses”, “Como ser a amante preferida de seu homem”, “Como resgatar sua lua-de-mel” e tem também filas de espera de até um ano e meio pra se matricular nas aulas de sexo. As alunas aprendem todas as artes da sedução, o que inclui, além de muitas danças, massagens e controle dos músculos vaginais, “elogiar o desempenho sexual de seu homem de forma convincente” (não importando, claro, como tenha sido o  desempenho em questão). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Num país onde a população feminina ultrapassa a masculina em mais de 10 milhões, a concorrência na hora de achar um homem (rico, ainda por cima) pra levar ao altar é fortíssima. Não seria mais fácil enfrentar a competição no mercado de trabalho e conquistar um salário que possa bancar os prazeres do consumismo? Ao que tudo indica, não para as russas. Elas preferem ir à caça daquela espécie antiga, o homem provedor. E não consideram isso um retrocesso diante das chamadas conquistas femininas. A dona de uma das escolas de sexo alega que as russas são “pós-feministas”: “Sabemos tudo sobre igualdade e independência. Já vivemos tudo isso”. O que ocorre, segundo ela, é que os homens russos continuam extremamente machistas e querem mulheres subservientes. “Em vez de tentar mudar nossos homens, o que levaria mais 200 anos”, diz ela, “preferimos arrancar deles tudo que possam nos dar de bom”. Com um detalhe: tem mãe recém-formada nos cursos de sedução que já está matriculando as filhas adolescentes nas aulas de agarra-marido-rico. Ou seja, a próxima geração deve seguir o mesmo caminho. Coitadas das feministas. Vão morrer na praia logo na Rússia?! Quem diria... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;</description>
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      <title>O AMOR VEM DEPOIS?A globalização pode ter encolhido (ou achatado) o mundo, mas não a ponto de acabar...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 1 Aug 2008 12:25:49 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;O AMOR VEM DEPOIS?&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_casamento.jpg&apos; /align=right&gt;A globalização pode ter encolhido (ou achatado) o mundo, mas não a ponto de acabar com a tradição dos casamentos arranjados na Índia. Segundo me disseram lá, 98% dos casamentos continuam seguindo o velho costume: as famílias escolhem as noivas ou os noivos para seus filhos e filhas. O processo de seleção é rigoroso: uma série de variáveis é levada em conta, pra garantir ao máximo a afinidade do casal. As mais importantes são a religião e a classe social (as castas continuam regendo, ainda que de forma mais branda, a vida dos indianos).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Velhos costumes, novas estratégias. Antes, imagino que tudo era feito no boca-a-boca. As famílias iam conversando entre elas e, a partir desses contatos e da convivência, os pares em potencial iam se formando. Agora, além dessa busca mais personalizada, digamos, os pais que querem casar seus filhos estão recorrendo aos classificados dos jornais. Na edição do dia 20 de julho (domingo) de um dos jornais que vi, a seção chamada “Matrimonials” ocupa quatro páginas dos classificados. No outro, oito páginas! E é sempre assim: “Família do tipo tal procura noivo para sua filha, que é maravilhosa, prendada, tem x anos, pertence à casta X...” e por aí vai. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que mais chama a atenção: a quantidade de famílias que exigem que a futura mulher de seu filho seja magra. Isso num país onde se vêem pouquíssimas pessoas gordas. Ou seja: a neura da magreza chegou lá também. E, também lá, a ditadura da magreza persegue principalmente as mulheres. Mas o peso é só uma das variáveis. Os pais que recorrem aos classificados pedem que a futura nora seja, entre outras coisas: alta, excepcionalmente bela, tenha uma carreira, não tenha uma carreira, preserve valores tradicionais, seja de determinada região do país, pertença a determinada casta (ou, mais raramente, dizem que a casta não é empecilho) – enfim, o perfil é rigorosamente definido. Em troca, os pais oferecem filhos belos, com pós-graduação no exterior, salários altíssimos e classe social elevada. O horóscopo também pesa: muitas famílias levam em conta o signo dos pretendentes. E uma curiosidade: alguns pais dão detalhes sobre a saúde dos filhos que estão à procura de um cônjuge. Um casal diz que o filho é diabético e usa insulina. O outro explica que o filho tem problemas auditivos, usa aparelho, mas não tem problemas de fala.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aí vem a pergunta que não quer calar: e o amor? Como é que fica o amor? Perguntei a uma médica indiana na faixa dos 40 anos e ela me respondeu que ela própria se casou por amor. Disse que, por causa da influência de outras culturas, mais e mais pessoas estão considerando a possibilidade do casamento por amor, mas que a imensa maioria ainda prefere seguir a tradição dos casamentos arranjados. Nesse caso, deve valer o que está escrito no alto de uma das páginas dos classificados: “Feliz é o homem que se casa com a mulher que ama. Mais feliz ainda é o homem que ama a mulher com quem se casa”. Ou seja, o amor vem depois. Pode até ser, mas pra gente que se acostumou com o chamado amor romântico e com o casamento por amor (por sinal, uma invenção relativamente recente da nossa cultura) soa meio estranho. O que não quer dizer, de forma alguma, que nosso “método” seja melhor do que o deles. É apenas diferente. E convenhamos: nunca foi garantia de felicidade pra nenhum casal.   &lt;br/&gt;</description>
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      <title>DE VOLTA PRA CASAAmigos, cheguei. E, quando se volta da Índia, chegar é um verbo relativo. A gente c...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:35:04 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;DE VOLTA PRA CASA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_ganges.jpg&apos; /align=right&gt;Amigos, cheguei. E, quando se volta da Índia, chegar é um verbo relativo. A gente chega pela metade, como se a volta só pudesse se dar aos poucos. Preciso de tempo pra processar, pra deixar decantar o que vi lá. Ir à Índia é um duplo deslocamento: a gente se afasta geograficamente e, ao mesmo tempo, se aproxima do nosso interior. E o curioso é que essa aproximação também é relativa: chegamos mais perto do que somos só pra nos estranhar (e nos questionar) - o que acaba  sendo o maior presente que a Índia pode nos dar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Passei por São Paulo e vim correndo pro meu canto em Araxá. Estou sozinha numa casa silenciosa e nesse espaço generoso, vazio de palavras, vou desfazendo as malas, decifrando sensações, tentando traduzir imagens. Vejo tardes luminosas, saris ensolarados, becos escuros e sujos, vacas gordas e magras. As buzinas ainda soam, estridentes. Os guias ainda falam, incansáveis. Os corpos queimam na beira do Ganges e o Ganges flui, em sua calma sagrada. Ah, a Índia e seus caminhos... Quantas caravelas pra se chegar à alma daquele lugar?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje vou ficando por aqui. E amanhã, se vocês concordarem, volto a falar só mais um pouquinho sobre a Índia. Juro que é só mais um pouquinho... Semana que vem a gente vira o disco – prometo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Beijos.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>A CIDADE DO DALAI LAMAAeroporto de Jammu, a poucos quilômetros da fronteira com o Paquistão. Acabamo...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 28 Jul 2008 12:02:34 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;A CIDADE DO DALAI LAMA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_dalai.jpg&apos; /align=right&gt;Aeroporto de Jammu, a poucos quilômetros da fronteira com o Paquistão. Acabamos de chegar aqui depois de cinco horas e meia de viagem de carro. Policiais ostensivamente armados por toda parte, bagagem checada três vezes no raio-X – não há como a gente se esquecer de que está numa região de conflito. Na estrada, passamos por mais de 100 caminhões do Exército e aqui no aeroporto de Jammu em cada canto há pelo menos três soldados. Jammu fica no estado chamado de Jammu e Caxemira, ou seja, aqui se cruzam as turbulências da Caxemira e do Paquistão. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dois turistas num lugar como este, só mesmo de passagem. Estamos voltando de Dharamshala, cidade-sede do governo tibetano no exílio, onde mora o Dalai Lama, chamado por todos de “Sua Santidade”. Situada no norte da Índia, aos pés da cordilheira do Himalaia, Dharamshala é um lugar único: confuso e sujo, como quase todo o país, mas cercado de paisagens maravilhosas e habitado / freqüentado por gente do mundo todo ligada ao budismo ou à prática do trekking e do montanhismo. É uma fauna interessante e colorida: velhos hippies, neo-hippies, monges, atletas, senhoras tibetanas em trajes típicos – tem de tudo em Dharamshala. Tem até um hotel onde Richard Gere se hospeda quando vem visitar seu amigo Dalai Lama. Tentamos conseguir um quarto lá, porque não gostamos do nosso hotel, mas só tinha vaga pra uma noite. Mesmo assim, demos uma olhada no quarto – simples, mas muito aconchegante – e fiquei imaginando Richard Gere ali de calça de moleton, sem camisa, descalço, tomando um chá... que cena, meu Deus!!! Nenhuma mulher que eu conheço merece tanto. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas, enfim, deixando Richard Gere de lado (como se fosse possível), vimos uma procissão dos monges carregando velas acesas e a bandeira do Tibete, assistimos a um documentário mostrando cenas chocantes de violência da polícia chinesa contra os tibetanos (a China ocupa o Tibete há mais de 50 anos), visitamos o templo do Dalai Lama e a entrada da casa onde ele mora (e por toda parte há cartazes pedindo a libertação do Tibete) e conversamos com uma brasileira simpaticíssima que já foi modelo, a Bia Bispo, e há 15 anos deixou tudo pra vir estudar budismo em Dharamshala. Além disso, fizemos uma caminhada pela mata, numa altitude de 2000 metros. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Foram só dois dias, mas acho que da cidade de Dharamshala ninguém esquece. As ruas estreitas onde as vacas passeiam sem pressa e motos passam voando (não sei como) e onde os monges fazem pausas nas suas orações pra tomar canecas de chá e falar ao celular (é, os monges daqui são modernos...), essas ruas onde tudo que deveria contrastar se encaixa e se reconcilia são um retrato pouco conhecido da Índia. Vale a pena pegar um avião de Délhi a Jammu e enfrentar a viagem de carro até Dharamshala numa estrada que é uma temeridade. Chegamos a Dharamshala destruídos, com a sensação de ter acabado de completar o rally Paris-Dakar. Mas a gente não se arrepende.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estou acabando de escrever o post já a bordo do avião da Jet Airways que vai nos levar de volta a Délhi. Depois de passar por quatro revistas e ter que mostrar até minhas canetas pros soldados, começo agora a viagem de volta ao Brasil. Ainda hoje vamos pegar um avião com destino a Paris e de lá seguimos pra São Paulo. Começo a me despedir da Índia já com a certeza de que daqui a gente não se despede. Vi cenas, pessoas e lugares que de alguma forma me modificaram. Mas a gente ainda vai falar disso. Agora é hora de deixar pra trás o estado de Jammu e Caxemira. O Boeing 737-700 da Jet Airways já vai decolar. Olho dois sikhs de turbantes coloridos na fileira da frente, uma indiana de sari com fios dourados cuidando da filha que chora e penso: a Índia vai deixar saudades... &lt;br/&gt;</description>
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      <title>PIMENTA, ELEFANTES E CAMELOS- Imagine um prato da cozinha brasileira bem apimentado e multiplique po...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 26 Jul 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;PIMENTA, ELEFANTES E CAMELOS&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_comida.jpg&apos; /align=right&gt;- Imagine um prato da cozinha brasileira bem apimentado e multiplique por dez o tempero: é mais ou menos esse o gosto de quase tudo que se come na Índia. Você pergunta se o prato é “spicy” e eles dizem que não, que não tem muita pimenta. Aí você acredita e, quando põe a comida na boca, tem vontade de sair correndo. Pedir qualquer coisa com pouca pimenta é uma atitude suicida. Tem que ser “sem pimenta”, a não ser que você não se importe de corroer seu aparelho digestivo, talvez irreversivelmente. Viajamos de Délhi a Varanasi num avião da Spice Airlines! Ou seja, tempero até no nome da companhia aérea. Recusei o serviço de bordo por prudência.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_elefante.jpg&apos; /align=right&gt;- Nosso primeiro encontro com os elefantes da Índia foi aquela coisa meio óbvia de programa de turista. Fizemos o clássico “passeio de elefante” pra chegar ao Forte Amber, em Jaipur, uma subida curta e chacoalhante, sem grandes emoções. O segundo encontro, esse sim, foi delicioso. A gente estava num vilarejo no norte da Índia e de repente, não mais que repente, surge um elefante passeando com desenvoltura pelas ruas estreitas. Seus tratadores andam com ele pelo interior e vão ganhando seus trocados. Pedimos pra tirar fotos e pagamos 100 rúpias (cerca de seis reais). O bicho é uma graça. Andou por becos e pracinhas como se fosse um turista, com a criançada acompanhando feliz da vida. É claro que ignorei minha idade e fui também.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- Além dos elefantes, deu pra gente ver alguns camelos. Na região de Jaipur, eles dão duro: trabalham puxando carroças que transportam pedras, areia – material de construção em geral. A expressão deles é impagável – uma mistura de soberba e tédio – e com ela vão percorrendo as ruas no verão indiano de 40 graus.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um camelo aqui, um elefante ali e, em todo canto, um prato submerso em molho de pimenta: essa é uma das muitas Índias que se encontra aqui e a vontade que dá é de levar algumas delas na mala. Ainda que seja só em fotografias...&lt;br/&gt;</description>
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      <title>CORES DA ÍNDIATantas coisas pra contar, tantas cenas pra descrever, mas o tempo não dá – e nem o esp...</title>
      <link>http://www.nosmulheres.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 25 Jul 2008 11:22:49 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.nosmulheres.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;CORES DA ÍNDIA&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;leila_casalgay.jpg&apos; /align=right&gt;Tantas coisas pra contar, tantas cenas pra descrever, mas o tempo não dá – e nem o espaço do blog. Estou escrevendo uma carta do Pero Vaz de Caminha todos os dias e não dá nem pra começo de conversa. Mil coisas interessantes ficam de fora. Por isso, decidi: em vez de relatar o que temos feito todo dia, vou fazer uma série de anotações soltas sobre o que mais tem chamado nossa atenção na Índia. São apontamentos de uma viajante apressada, que só tem a chance de ver a superfície das coisas, mas mesmo assim quer compartilhar com vocês. Começando, então:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- As demonstrações públicas de carinho entre casais não são bem-vistas aqui. Não vi nenhum casal se beijando, se abraçando ou mesmo de mãos dadas e alguns indianos me confirmaram: cenas explícitas de amor ou paixão não fazem parte da cultura do país. Em compensação, homens heterossexuais, principalmente os mais jovens, andam de mãos dadas, se abraçam (como mostra a foto) e, como eu já contei, chamam uns aos outros pra dançar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- A questão da segurança também é completamente diferente. Aquela neura que a gente vive diariamente no Brasil, com medo de ser assaltado, medo de seqüestro-relâmpago etc, etc, os indianos não conhecem. Em Délhi nos aconselharam a não conversar com estranhos à noite, perto do hotel, quando viram que estávamos saindo a pé. Nas outras cidades, nem isso. Perguntei a vários indianos e todos disseram que o tipo de violência urbana que nos castiga no Brasil não existe na Índia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- Já as estradas são um caso de polícia: cheias de buracos e desvios, sem sinalização, sem acostamento e utilizadas por motoristas que parecem desconhecer qualquer noção de prudência, as estradas indianas testam a paciência do turista. Levamos seis horas pra percorrer um trecho de 200 km e todas as viagens que fizemos de carro foram assim – um tempo absurdo e um stress que acaba com a gente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- Quanto ao idioma, a coisa também é confusa. O país tem mais de 20 línguas oficiais e centenas de dialetos. Normalmente, todo indiano fala o hindi e a língua de seu estado ou região e muitos falam inglês – muitos, não todos – e é um inglês dificílimo de se entender. Eles têm um sotaque fortíssimo, mudam a sílaba tônica das palavras, enfim, falam um inglês próprio. E o pior é que a gente começa a falar como eles, na tentativa de se fazer entender.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;- Por último, uma característica da cultura indiana que eu achei apaixonante: o gosto pelos adornos. Os indianos enfeitam tudo: pintam os chifres dos animais, enchem os ônibus e caminhões de desenhos e penduricalhos, passam kahjal (lápis preto) em volta dos olhos das crianças e até dos bebês e as mulheres não têm medo de misturar cores e acessórios. O resultado é um país colorido, que conquista o olhar do viajante. É como se os azuis intensos e os laranjas luminosos suavizassem os sinais da miséria e deixassem o que o país tem de sujo e de feio mais palatável. A Índia que fica na memória é essa das cores vivas convivendo sem pudor. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E agora fico por aqui, porque o que era pra ser uma série de anotações curtas acabou virando outra carta do Pero Vaz. Culpa da Índia, que não cabe em poucas palavras!&lt;br/&gt;Bjs.  &lt;br/&gt;</description>
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