| |
|
| |
|
|
|
Leila Ferreira é uma jornalista
que adora colecionar histórias das loucuras e das
manias femininas. É autora do livro Mulheres:
Por que Será que Elas...?, da Editora Globo |
|

|
Fale
com ela |
|
|
| |
| Mulheres: Por que Será que Elas...?
|
|
|
Moda,
consumo, homens, auto-estima, culpa, sexo, estética, estresse
e outros temas sob a ótica da mulher contemporânea. Busquei
a matéria-prima do meu livro na vida real. Numa peregrinação
por bares, restaurantes, salões de cabeleireiro e clínicas
de estética, entre uma infinidade de outros locais, conversei
com mais de 50 mulheres. Um esforço compensado por depoimentos
e histórias tão absurdamente engraçados que, embora sejam
de verdade, parecem pura ficção |
|
| |
| Nós, Mulheres na Marie Claire |
|
|
|
| |
|
19/05/2008
LUGAR DE MULHER... É ONDE MESMO?
Hoje acordei com vontade de fazer bolo. De ir pra cozinha, sujar as mãos de manteiga, quebrar os ovos na beirada da pia, sentir o calor do forno, o cheiro se espalhando pela casa, a alegria de virar a forma e ver o bolo se soltando inteirinho. Mas como? Tantas coisas pra fazer, tanta pressa, e que extravagância é essa de fazer um bolo só pra mim, já que moro sozinha? Achei que era bobagem e fui ao supermercado pra comprar o kit de sempre: frutas, pão, café, iogurte, queijo light... mas vi uma mistura pra bolo integral e não resisti. Pensei: essa aqui a gente faz rapidinho, é ideal pra quem não tem tempo nem paciência. Só que resolvi incrementar: acrescentei passas, maçã verde em cubinhos, castanha-do-pará triturada e raspas de limão. Quando virei o bolo no prato, com aquela cor dourada e aquele perfume que não cabe em nenhum adjetivo, senti uma alegria que há muito tempo não sentia. Eu, que almoço fora há anos e uso a cozinha só pra coar café e lanchar, de repente tinha transformado meu quarto-e-sala em lar. Fiz um café bem gostoso e comi algumas fatias de bolo (no plural) sentindo um gosto que estava guardado lá na memória. Gosto de família, de cozinhas antigas, das velhas mesas de lanche, dos sabores criados sem pressa. Gosto de afeto.
Pena que a gente faça isso tão pouco. Pena que, na nossa ansiedade pra sermos mulheres de hoje, a gente esteja deixando pra trás alguns rituais que nos alimentam emocionalmente. Enquanto saboreava meu bolo de maçã verde, senti vontade de “brincar” de ser mulher de ontem: bordar forrinhos de bandeja, colher flores no quintal, copiar receitas num caderno manchado de gordura, levar uma vasilha de pães de queijo pra vizinha. Sem ter que enfrentar o trânsito, sem ter medo de assaltos, sem ter que provar nada no trabalho e sem contar calorias. Entre um ponto-de-cruz e outro, entre as claras em ponto de neve e a calda em ponto de fio, as mulheres de ontem tinham tempo pra se sentir em casa, abrigadas, acolhidas. Faziam pausas, meditavam sem saber que estavam meditando, acompanhavam um bolo crescer no seu tempo devido. Não havia celulares tocando. Não havia tantos medos. Não era preciso comprar tanto, nem correr tanto, nem pensar em dinheiro 24 horas por dia.
Sei que não existe volta e nem acho que cabe voltar. Os tempos, definitivamente, são outros e nós, mulheres, também. Mas acho que de vez em quando dá pra gente ter uma recaída. Vale sentir inveja das mulheres de ontem, mesmo não querendo ser como elas. Vale passar duas horas na cozinha testando receitas antigas (e calóricas). Vale fazer uma mesa de lanche com afeto verdadeiro e convidar as amigas mais queridas. Vale até começar um curso de bordado e deixar forrinhos guardados pras filhas ou sobrinhas.
Lugar de mulher não é na empresa nem na cozinha. Lugar de mulher é onde ela se sente feliz. Às vezes é no trabalho. Às vezes é nos braços de quem a gente ama. Às vezes é na cozinha de um quarto-e-sala, tirando do forno um bolo que acabou de perfumar nossa tarde e nossas vidas.
E, já que estamos falando em bolos, vou amar se vocês me mandarem receitas (menos de chocolate. Adoro chocolate, mas não curto o bolo). Que seja por e-mail, na falta dos velhos cadernos... O importante é que elas venham com carinho – e sei que virão. Vou testar na minha micro-cozinha paulistana ou na minha média cozinha araxaense e depois conto como foi.
|
|
|
 |
 |
 |
20/05/2008
BOLOS ONLINE
Foram anos resistindo. Eu não podia nem ouvir falar em computador, internet, orkut, msn... era um planeta distante, onde eu jurava que jamais iria pisar. Mas as circunstâncias da vida nos obrigam a rever conceitos, ou seja, a engolir nossa teimosia, e, quando a Marie Claire me propôs fazer um blog, topei. Tem sido uma experiência fantástica desde o começo, mas acho que só ontem a ficha caiu de fato. Só ontem entendi o que significa poder conversar com tantas pessoas, de tantos lugares diferentes, e trocar histórias, experiências... trocar receitas, quem diria? Eu, que sou a mais incompetente de todas as cozinheiras e a mais inepta usuária da internet, ontem recebi receitas online.
Por causa do texto que escrevi aqui, contando que tinha ido pra cozinha assar um bolo e tinha amado a experiência, algumas leitoras, atendendo meu pedido, mandaram receitas dos bolos que elas fazem. A Simone, de São Paulo, e a Maura, de Minas, me passaram suas receitas de bolo de laranja. A Virna, de Fortaleza, me ensinou a fazer bolo de chuva. A Adenísia prometeu que vai mandar sua receita de bolo de fubá. E a Fatinha, minha amiga queridíssima de Araxá, também ficou de mandar uma receita. Ela me fez chorar, com um e-mail maravilhoso, dizendo que lá em Belo Horizonte, onde mora, conseguiu sentir o cheiro do meu bolo aqui na micro-cozinha paulistana e dos bolos que comia na casa da avó dela e na casa da minha mãe, em Araxá. Cheiro de infância, como resumiu.
Uma outra leitora contou que ontem fez uma canjica bem mineira, com direito a leite condensado, coco e amendoim (que delícia!) do jeitinho que a mãe dela fazia em seus aniversários de criança. E outra, que também não se identificou, disse que mostrou meu texto pra sua filha de 11 anos.
Como agradecer essas mulheres por compartilhar suas cozinhas, suas vidas, seus sentimentos? E como agradecer esta oportunidade de falar com pessoas de pedaços diferentes do Brasil, gerações diferentes, pessoas que não conheço (com exceção da Fatinha), mas que parecem estar sentadas aqui comigo, comendo do meu bolo, trazendo um pedaço do bolo que fizeram, nesta espécie de comunhão que alimenta a alma?
Ontem me senti menos sozinha. Não ter tido filhos doeu menos. Não ter sido capaz de constituir uma família teve um peso menor. No meu quarto-e-sala em Pinheiros, eu estava acompanhada por dezenas, talvez centenas de mulheres, que, como eu, sofrem riem, amam, cozinham, são modernas, são antigas, e, ao mesmo tempo que querem inventar um futuro diferente, olham pro passado de suas avós e sentem saudades.
Obrigada, amigas, por dividir suas receitas e suas vidas. E obrigada, internet (quem diria?!) por inventar maneiras de atenuar nosso eterno desamparo.
|
|
|
 |
 |
 |
26/05/2008
O QUE SERIA DE NÓS SEM AS PALAVRAS?
Ainda em estado de graça pelos comentários que vocês me mandaram sobre o post do bolo, vou dividir com vocês duas imagens que guardo da minha infância. A primeira é a imagem da cozinha da minha casa em Araxá, onde havia um fogão de lenha vermelho. Era ali, perto do calor daquele fogão, que a gente se reunia, ria, chorava, contava histórias – e naquelas conversas que duravam horas, as palavras iam se costurando e dando sentido à vida. Por ali passavam os alunos da minha mãe, as vizinhas, os parentes, o jardineiro da praça, a lavadeira, e todos repartiam conosco suas tristezas e suas alegrias. O fogo crepitava como se estivesse participando das conversas e, quando o assunto ia morrendo, perto da hora das visitas se despedirem, ele ia se apagando aos pouquinhos, numa sintonia perfeita com o momento. A cozinha ficava em silêncio, mas nunca vazia. O que era dito ali permanecia de alguma forma. E convivia com outras palavras: as que nós escrevíamos no fogão. Minha mãe deixava uma caixinha de giz por perto e os seis filhos escreviam recados uns pros outros ou pra ela na superfície vermelha do fogão de lenha. “Mãe, me acorda às seis”, “Júlio, você pegou minha camisa?” – todo dia o fogão vermelho amanhecia coberto de frases. Deve ser por isso que três dos seis filhos viraram jornalistas...
A segunda imagem que eu guardo é a da mangueira da minha casa. Quando os problemas familiares nos faziam sofrer além da conta, minha mãe me levava pro quintal, se sentava comigo nas raízes da mangueira e, apesar de eu ter sete, oito ou nove anos de idade, ela conversava comigo como se eu fosse adulta. E me fazia uma infinidade de perguntas que não tinham respostas: “O que vai ser de nós? Como é que a gente faz pra melhorar nossa vida? Eu não queria que você sofresse nunca, que passasse pelo que a gente está passando. Como é que eu faço pra te proteger?”. Como não existiam saídas, também não existiam respostas. Mas, apesar disso, eu também perguntava: “Mãe, o quê que a gente vai fazer? Mãe, por que é que o papai briga com a gente assim?”. Ali ficávamos as duas, e, depois de algum tempo, minha mãe dizia: “Agora nós já dependuramos as perguntas todas nos galhos da mangueira. Você vai ver como é que a gente vai se sentir melhor”. E a gente se sentia. Era o conforto das palavras, ainda que seguidas por um ponto de interrogação.
Hoje, que a mangueira e a cozinha de Araxá não existem mais, vejo que a vida continua me dando a chance de fazer das palavras o meu chão. Descubro, no espaço deste blog, que mulheres que não conheço me mandam receitas de bolo e carinho. A Renata, a Lenita e a Glaucy vão trazer bolos aqui na minha casa paulistana. A Simone, a Cristina, a Virna, a Karina, a Lenita, a Adenísia e a Mônica me mandam de presente as palavras mais lindas. E a Giovanna me conta que hoje lê meus textos e se lembra de quando assistia meu programa de TV, em Minas, deitada no colo de sua mãe, que já não está mais entre nós. As palavras que elas diziam quando me viam, as palavras que agora escrevo e são lidas por vocês, as frases que vocês me mandam e cada sílaba de cada receita que me enviam – tudo isso vai formando um chão que nos aproxima e conforta, como se fôssemos uma grande família de mulheres que se une primeiro, pra depois se conhecer.
Mais uma vez, amigas, obrigada. Desta vez, por me mostrar que o milagre das palavras se renova sempre.
|
|
|
 |
 |
 |
28/05/2008
ÍNTIMOS, MAS NEM TANTO...
Hoje me lembrei do que uma ex-colega de faculdade me disse uma vez sobre a vida de casada. Valéria, que tinha acabado de se separar, estava analisando os prós e os contras do casamento (em geral e o dela própria) e se saiu com a seguinte colocação: “A melhor coisa da vida de casada é você chegar em casa e encontrar seu companheiro te esperando com um pijama de bolinhas. E a pior coisa da vida de casada, sabe qual é? É você chegar em casa e encontrar seu companheiro te esperando com um pijama de bolinhas”. Achei perfeito.
A rotina e a previsibilidade podem ser ótimas, porque nos dão sensação de segurança. Mas também podem ser fonte de tédio. Ao mesmo tempo que precisa se sentir seguro, o ser humano gosta de conviver com o inesperado. Quer o novo, o desconhecido, aquilo que por muito pouco escaparia ao controle. O pijama de bolinhas do companheiro nos enche de conforto emocional, mas tira nota zero no quesito surpresa. A sede de aventura às vezes fala mais alto e a vontade que se tem é de chegar em casa e encontrar um corpo sem pijama, ou, sejamos honestas, um outro corpo.
Hoje me lembrei disso porque uma amiga que está namorando seu ex-marido, e andava muito encantada com o tom de romance que a relação ganhou neste segundo turno, acaba de ter seu primeiro choque de realidade. Ontem ligou pro ex, que está viajando, e a primeira coisa que ele perguntou foi sobre a temperatura em São Paulo. Depois discorreu sobre o tempo no Rio e em seguida fez um relatório sobre um acidente de trânsito que tinha acabado de ver. Minha amiga, que estava esperando palavras românticas, teve que se contentar com o que chamou de “boletim de rádio AM”. Trânsito, meteorologia y nada más.
Acho que, quando se divide por muito tempo a fase do pijama de bolinhas, fica difícil reencontrar aquele tom de começo de relação. O pijama faz parte de um kit que não costuma incluir palavras muito românticas, gestos inesperados, pequenos rituais de sedução. O casal vai perdendo a cerimônia, pondo roupa de ficar em casa (em todos os sentidos) e, quando os dois se assustam, estão a um passo de virar irmãos. Minha amiga voltou com o ex disposta a evitar todas as ciladas do excesso de intimidade que contaminaram a convivência do casal. Começaram bem, mas, ao que tudo indica, ele recaiu rapidinho. O boletim de rádio AM é típico da fase do pijama consolidado, da burocracia ameaçando invadir todos os cantos onde antes existia paixão. Tem quem goste. Tem quem prefira a placidez dos afetos domesticados à imprevisibilidade de uma vida a dois que inclua surpresas e riscos. Minha amiga pertence à segunda tribo e está quebrando a cabeça na tentativa de descobrir o que fazer pra conciliar a intimidade herdada do passado com o novo encantamento. Quer conquista, charme, cerimônia, sedução. Tudo que não combina com pijama de bolinhas. Aliás, com nenhum pijama. Desejo sorte a ela – e a ele. Que os dois tenham amor e sabedoria suficientes pra resolver a equação.
|
|
|
 |
 |
 |
29/05/2008
ON THE ROAD
Olá, amigas. Hoje vou escrever rapidinho porque estou fazendo as malas pra voltar pra Sampa, depois de uma semana em Araxá. Foram oito dias de previsibilidade, sossego e rotina. Oito dias sem emoções fortes, sem frio na barriga, sustos ou surpresas. Mais ou menos como o casamento da fase “pijama de bolinhas” do post anterior. E estava ótimo. Por isso entendo tanto vocês que escreveram falando da importância da rotina. A Carla, de Brasília, diz que é o que mantém seu equilíbrio mental. É o que eu sinto em relação a Araxá, Carla. Preciso da calmaria que encontro aqui, da familiaridade dos gestos que se repetem, das palavras que a gente sabe que vai ouvir. Mas também entendo quem sente a necessidade de eventualmente navegar em águas turbulentas, nem que seja só pra dar valor ao mar calmo do dia-a-dia. É por isso que alterno Araxá e São Paulo.
Quando estou lá, penso na calma daqui e sinto saudades. Quando estou aqui, me lembro da efervescência que só existe lá e uma quase-saudade se instala. Fico neste ir-e-vir que é uma tentativa desajeitada de conciliar vontades antagônicas. E não seria isso que a gente vive quando ama há mais tempo, essa espécie de divisão permanente entre a vontade de ficar quietinha no território que nos tranqüiliza e a saudade de sentir o coração disparado?
É, amigas, viver e amar são exercícios complicados. Queremos Araxá e São Paulo ao mesmo tempo, como se fosse possível colocar duas cidades no mesmo ponto do mapa. Tem gente que consegue. Quem não tem essa competência, que é o meu caso, acaba ficando sempre com duas malas prontas: uma de bolinhas, pra quando a alma pede sossego, e a outra de estampa de onça, pra quando chega a hora de se aventurar. Um dia me desfaço de uma delas. Um dia. Por enquanto, vou tentando equilibrar as duas. E haja dinheiro pra tanto pedágio...
|
|
|
 |
 |
 |
30/05/2008
RECLAMAR VICIA
Faço o mea culpa: sou reclamona. Mas também assumo um compromisso: vou deixar de ser. Porque poucas coisas no mundo são mais chatas do que aquelas pessoas que reclamam sempre. Aliás, esse post é pra reclamar de quem reclama. Peço desculpas pela contradição e vou em frente.
Uma vez entrevistei um senhor de mais de 90 anos que dançava forró, tocava sanfona, trabalhava e tinha uma saúde de ferro. Perguntei, com aquela obviedade que nós, repórteres de TV, nos permitimos, qual era a receita pra tanta juventude. E ele respondeu: “Pra começo de conversa, eu só reclamo das coisas que eu posso mudar. Adianta reclamar do calor, do frio, da chuva? Não adianta. Então pra que reclamar?”. Sábias palavras. Gastamos tempo e energia (nossos e dos outros) com lamúrias que não vão levar a lugar nenhum. E vamos nos tornando pessoas desinteressantes, almas azedas, criaturas amargas. Acho que até mais feias vamos ficando – ou você já viu alguém reclamar com um sorriso lindo e um olhar brilhante? Queixas pedem testa franzida, olhar duro, boca crispada, ou aquela expressão de sofrimento crônico, com olhos caídos, boca apontando pra baixo. Do ponto de vista estético, é um desastre.
Pessoas que fazem do “Oh, céus! Oh, dia!” seu refrão preferido pesam em qualquer ambiente. Quem tem um/uma colega de trabalho com esse perfil sabe do que estou falando. Você passa o dia com aquela nuvem negra ali do lado. Lá fora pode estar um dia lindo – não adianta. Onde existe uma alma reclamona, a meteorologia sempre registra tempo nublado. E, convenhamos: nesse quesito, as mulheres costumam se destacar mais do que os homens. Eles geralmente partem pras soluções, tentam resolver o que está incomodando. Nós, não. Em vez de atacar o problema (ou tentar ignorar, quando não tem solução), nós passamos horas desfiando o rosário de queixas pra quem quiser (e agüentar) ouvir. Os filhos sofrem. Os namorados e maridos, idem. E os pobres dos colegas de trabalho, nem se fala...
E o pior é que reclamar vicia. Tem gente que não vive sem se queixar: vai emendando uma queixa na outra e acaba se esquecendo de como é viver sem resmungar. Pra essas viciadas em reclamações, fica aqui uma sugestão: tente o “só por hoje”, dos Alcoólicos Anônimos. Vinte e quatro horas de abstinência, sem se lamuriar nem uma só vez. É muita coisa? Tente 12 horas, então. Mas as oito horas de sono não contam.
Suas amigas vão agradecer. Seu marido ou namorado vai sentir um imenso alívio. Seus filhos vão se lembrar de como você é uma pessoa interessante. E os coitados dos seus colegas de trabalho vão querer te mandar flores no dia seguinte. Só por hoje. E pode começar agora, não reclamando deste texto que você acabou de ler. Eu já ia dizer que ele custou a sair, porque estou meio sem inspiração, mas me calo a tempo: também vou tentar as 24 horas de abstinência e o tempo já começou a correr. Sei que vai ser super difí....não, nada disso! Vai ser facílimo, aliás, já está sendo! Vocês vão ver!!!
|
|
|
 |
 |
 |
|
 |
|